PT e PL ampliam judicializações e processam 7x mais que em 2022

Pré-campanhas presidenciais recorrem ao TSE com frequência recorde, impulsionadas pelo monitoramento digital e uso de IA

PT e PL ampliam judicializações e processam 7x mais que em 2022

A corrida eleitoral de 2026 registra um aumento histórico na judicialização promovida pelas principais pré-campanhas presidenciais. A equipe jurídica do Partido dos Trabalhadores (PT), liderada em grande parte pelo monitoramento estratégico de redes sociais, criou uma central voltada a identificar episódios de desinformação e acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de forma imediata.

O deputado Flávio Bolsonaro (PL) também intensificou a atuação do seu partido no TSE, configurando um cenário em que ambas as legendas já protocolaram 73 representações em menos de seis meses, número seis vezes superior às 11 ações registradas no mesmo período do pleito de 2022. A escalada coincide com o uso de ferramentas de Inteligência Artificial para identificar irregularidades e propaganda eleitoral antecipada.

Segundo advogados e integrantes da corte, o aumento das ações reflete a polarização crescente e a disputa digital intensificada, que se tornou central na estratégia das campanhas. Ângelo Ferraro, responsável pelo núcleo jurídico da campanha do PT, afirmou que a central de monitoramento atua em tempo real para prevenir qualquer violação, destacando que a quantidade de ações está diretamente relacionada à atividade das redes sociais e ao uso da IA.

O início do período eleitoral já foi marcado por disputas judiciais, como contestação ao desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o Carnaval. Atualmente, todas as ações estão sob análise da ministra Estela Aranha, responsável pelo juízo da propaganda no TSE, sem que qualquer decisão definitiva tenha sido emitida até o momento. A expectativa é de que o início formal da campanha amplie ainda mais a judicialização, mantendo a corte em alerta frente à intensidade da disputa digital e política.