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Lula quer convencer Marília Campos a desistir do Senado e disputar o governo de Minas

Por Brasil no Centro Publicado em 19 de junho de 2026 às 13:11 3 min de leitura
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Lula quer convencer Marília Campos a desistir do Senado e disputar o governo de Minas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a Minas Gerais nesta sexta-feira (19) com uma missão política ainda em aberto dentro do próprio campo governista: tentar convencer a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), a mudar de rota eleitoral e disputar o governo estadual em 2026, em vez de concorrer ao Senado.

Segundo interlocutores próximos ao Planalto, o movimento faz parte de uma estratégia para fortalecer a presença do governo federal no segundo maior colégio eleitoral do país. A avaliação interna é de que Minas Gerais segue como peça central na articulação nacional, especialmente diante da indefinição sobre quem liderará o palanque governista no estado.

Marília, que comandou Contagem até recentemente, tem sinalizado preferência pela disputa ao Senado e resiste às investidas de aliados do presidente. Mesmo assim, Lula mantém a expectativa de que a visita ao estado, que inclui compromissos na área da saúde, abra espaço para uma aproximação política mais direta.

Dentro do PT, há divisões sobre o caminho a seguir. Parte da sigla defende que Marília permaneça na corrida pelo Senado, entendimento já admitido publicamente pelo presidente do partido, Edinho Silva, que reforça essa leitura como a mais natural dentro da atual configuração política. Ainda assim, o Planalto avalia que seu desempenho eleitoral poderia ser mais competitivo em uma disputa pelo governo mineiro.

A movimentação ocorre em um momento em que o PT em Minas ainda não consolidou uma candidatura majoritária definida para o governo estadual. A indefinição tem gerado pressão de lideranças locais por uma definição mais clara da estratégia para 2026.

Caso Marília não aceite a mudança de planos, aliados de Lula indicam que outras alternativas seguem em análise. Entre elas, o empresário Josué Gomes da Silva (PSB), que já presidiu a Fiesp e mantém relação próxima com o presidente, e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), que vem sendo citado como possível nome para costurar uma frente de apoio mais ampla no estado. Também é lembrado o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares (PSB), como opção em um cenário de múltiplas articulações.

O fator Minas Gerais é considerado decisivo no planejamento eleitoral do governo federal. Com o segundo maior eleitorado do país, o desempenho no estado costuma ser visto como determinante para a consolidação de projetos presidenciais, o que explica o esforço do Planalto em antecipar definições e evitar fragmentação do campo aliado.