
Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira, 1º de junho, mostra o presidente Lula na liderança da corrida presidencial de 2026 no cenário estimulado de primeiro turno. O levantamento aponta Lula com 38% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, que aparece com 31%. Na sequência, Aécio Neves, Joaquim Barbosa, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema aparecem tecnicamente empatados pelo terceiro lugar, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Lula (PT) mantém vantagem de sete pontos sobre o principal nome do bolsonarismo testado no cenário, mas a pesquisa também chama atenção para a disputa pelo terceiro lugar. Renan Santos, do Missão, e Ronaldo Caiado, do PSD, aparecem com 6% cada. Romeu Zema, do Novo, registra 4%. Aécio Neves, do PSDB, e Joaquim Barbosa, do DC, têm 3% cada. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, todos esses nomes estão tecnicamente empatados na terceira posição.
O resultado confirma a força dos dois polos que dominam a política nacional nos últimos anos, mas também revela uma disputa aberta pelo eleitor que busca uma alternativa fora da polarização. Nesse campo, Aécio aparece ao lado de governadores, ex-ministros e lideranças que tentam se apresentar como opções viáveis para 2026, mantendo o PSDB no debate nacional sobre a sucessão presidencial.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre os dias 29 e 30 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05864/2026.
Na lista completa do primeiro turno, Lula aparece com 38%, Flávio Bolsonaro com 31%, Renan Santos com 6%, Ronaldo Caiado com 6%, Romeu Zema com 4%, Aécio Neves com 3%, Joaquim Barbosa com 3% e Augusto Cury com 1%. Outros candidatos somam 1%. Votos nulos ou em branco chegam a 3%, enquanto 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
O desempenho de Flávio Bolsonaro ocorre em meio ao desgaste provocado pela revelação de negociações envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Segundo reportagens publicadas nas últimas semanas, Flávio teria tratado de um aporte milionário para a obra. O senador afirma que não houve irregularidade e que se tratava de um investimento privado.
A comparação com a rodada anterior também ganhou peso político. No início de maio, o cenário de segundo turno indicava empate técnico, com Flávio numericamente à frente de Lula. Agora, segundo a pesquisa Real Time Big Data divulgada em 1º de junho, o presidente aparece com 45% contra 40% do senador em uma eventual disputa direta.
O movimento ocorre em um momento em que o governo Lula enfrenta críticas na economia, na segurança pública e na condução das contas públicas, mas ainda preserva uma base eleitoral robusta. Do outro lado, o bolsonarismo mantém força competitiva, embora enfrente dificuldades para ampliar apoio fora de seu eleitorado mais fiel.
Para os nomes que buscam ocupar uma faixa de centro ou centro-direita não alinhada integralmente aos extremos, a pesquisa reforça o tamanho do desafio. Aécio Neves, Joaquim Barbosa, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema aparecem tecnicamente empatados pelo terceiro lugar, em uma disputa ainda aberta por visibilidade, recall e consolidação política. O dado indica que o eleitorado fora do eixo Lula e Bolsonaro ainda não definiu quem pode representar uma alternativa mais competitiva.
O resultado também recoloca o PSDB na conversa sobre a eleição presidencial. Mesmo sem candidatura oficializada, Aécio aparece pontuando no cenário nacional e tecnicamente empatado pelo terceiro lugar com nomes que já se movimentam para 2026. Para uma legenda que busca recuperar protagonismo, a presença do tucano na pesquisa funciona como sinal de que ainda há espaço político para uma candidatura vinculada à experiência administrativa, ao equilíbrio institucional e à defesa de uma agenda distante da radicalização.
A corrida presidencial de 2026 ainda está em fase inicial, e os números podem mudar conforme os partidos definirem candidaturas, alianças e palanques estaduais. Por enquanto, a pesquisa mostra uma eleição polarizada na dianteira, mas com uma disputa intensa pelo terceiro lugar e pelo eleitor que rejeita tanto a continuidade petista quanto a volta do bolsonarismo ao comando do país.