MDB condiciona aliança a indicação do vice de Jorginho Mello em Santa Catarina

Partido pressiona por espaço na chapa majoritária e mira protagonismo nas eleições de 2030

MDB condiciona aliança a indicação do vice de Jorginho Mello em Santa Catarina

O MDB de Santa Catarina deixou claro que sua permanência na base do governador Jorginho Mello, do PL, depende de uma condição central: indicar o vice na chapa de reeleição em 2026. A sinalização foi feita pelo presidente estadual do partido, Carlos Chiodini, que também ocupa o cargo de secretário de Agricultura do estado. Ele afirmou que o compromisso firmado publicamente por Jorginho precisa ser honrado para que a aliança se mantenha de pé.

Chiodini colocou seu próprio nome à disposição para ocupar a vaga de vice, embora tenha destacado que o MDB definirá seu representante de forma democrática. Para ele, o partido possui quadros preparados, como os deputados Fernando Krellin e Antídio Lunelli, mas a construção estratégica aponta para sua participação direta na chapa.

A fala de Chiodini ocorre em meio às movimentações de Jorginho, que tem dialogado com outras siglas, como PSD e Novo. Mesmo assim, o dirigente emedebista demonstrou confiança na palavra do governador. Ele lembrou que a entrada do MDB na base governista ocorreu justamente para consolidar essa parceria na eleição de 2026.

O dirigente foi enfático ao afirmar que, caso o partido não tenha espaço na chapa majoritária, buscará outro caminho eleitoral. Para ele, não há projeto de vitória no primeiro turno sem a presença do MDB, principalmente pela força política de prefeitos e lideranças municipais que o partido mantém em todo o estado.

Chiodini também apresentou o plano estratégico da sigla para os próximos anos. Segundo ele, participar da chapa como vice em 2026 é um passo essencial para reposicionar o MDB com vistas a um projeto robusto para 2030, quando o partido pretende voltar a disputar o governo estadual com candidatura própria.

Ele considera possível uma chapa composta por Jorginho ao governo, ele como vice e nomes do PL e PP na disputa ao Senado, como Carlos Bolsonaro e Esperidião Amin. Na visão do MDB, unir forças de centro e direita é o caminho mais viável para manter governabilidade e competitividade eleitoral nos próximos anos.