
O MDB de Minas Gerais decidiu mudar sua estratégia para a disputa de 2026 e deve lançar a prefeita de Pitangui, Maria Lúcia Cardoso, como candidata ao Senado Federal. A definição foi discutida em reunião recente do diretório estadual da legenda e confirma a escolha da ex-primeira-dama de Minas como o nome do partido para uma das duas vagas mineiras na Câmara Alta.
Maria Lúcia é mãe do deputado federal Newton Cardoso Júnior, presidente do MDB mineiro. Inicialmente, o plano da legenda era que Newton disputasse o Senado, mas a estratégia foi revista. Agora, ele deve buscar a reeleição à Câmara dos Deputados, enquanto Maria Lúcia assume o papel de candidata ao Senado, mantendo a família Cardoso como uma das principais referências do partido no estado.
Aos 67 anos, Maria Lúcia tem trajetória consolidada na política. Foi deputada federal por três mandatos e atualmente está em seu segundo mandato como prefeita de Pitangui, onde foi reeleita em 2024 com cerca de 60% dos votos. Para concorrer ao Senado, ela precisará deixar o cargo até abril de 2026, prazo de desincompatibilização previsto pela legislação eleitoral.
A movimentação faz parte de um redesenho mais amplo do MDB em Minas, que também já colocou em campo o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo, como pré-candidato ao governo do estado. O objetivo é montar uma chapa competitiva, com nomes conhecidos e presença tanto na disputa pelo Palácio Tiradentes quanto no Senado.
Com Maria Lúcia Cardoso, o MDB aposta em experiência política, capilaridade regional e vínculo histórico com Minas para tentar recuperar protagonismo na eleição nacional de 2026.