
O PSDB do Rio Grande do Sul inicia uma fase de reconstrução sob o comando de Moisés Barboza, que assume a presidência estadual com uma missão ambiciosa: eleger dois deputados federais, três estaduais e apresentar candidatura própria ao governo em 2026. A meta vem alinhada com a estratégia nacional definida por Aécio Neves, e Barboza já trabalha para reorganizar a sigla após meses turbulentos. Ele inicia a transição com a ex-presidente Paula Mascarenhas e, em seguida, junto do deputado federal Daniel Trzeciak e do prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata seus vice-presidentes começará um circuito de reuniões com prefeitos, vereadores e lideranças tucanas para definir o cronograma eleitoral.
Barboza destaca que a base que permaneceu no PSDB mesmo após o êxodo de 27 dos 33 prefeitos eleitos em 2024 é o pilar central do partido. Para ele, esses gestores formam a “prataria da casa” quadros que resistiram às pressões, recusaram seguir para o PSD junto do governador Eduardo Leite e mantiveram a convicção de um PSDB que se posiciona como oposição ao governo Lula sem se alinhar ao bolsonarismo. É essa força territorial, segundo o novo presidente, que dará sustentação ao plano de recuperar representação federal e estadual. Ele lembra que, em 2022, o partido quase ficou travado pela cláusula de barreira, elegendo apenas 13 deputados federais, mas demonstra confiança em um salto nacional e chega a projetar trinta cadeiras na Câmara e governadores em estados como Goiás, Minas Gerais, Rondônia, Espírito Santo, Ceará e no Distrito Federal. “Quem disse que o PSDB estava acabando vai ter a chance de se desculpar”, dispara.
No plano estadual, Barboza trabalha para manter o PSDB protagonista e descarta qualquer possibilidade de a sigla ocupar posição secundária em 2026. Duas pré-candidaturas ao Piratini já estão postas: a de Paula Mascarenhas e a de Marcelo Maranata. Ambos serão ouvidos pela direção para definir quem tem maior densidade política e condições de encabeçar o projeto. Barboza reforça que o partido não pretende ser vice em nenhuma chapa e que quem não se sentir confortável com esse objetivo continuará tendo espaço para disputar vagas na Câmara ou na Assembleia.
A aproximação da janela partidária de 2026 deve provocar novas mudanças: pelo menos três dos cinco deputados estaduais tucanos Valdir Bonatto, Neri O Carteiro e Nadine Anflor tendem a migrar para o PSD. Ainda assim, Barboza afirma já estar em diálogo com lideranças interessadas em ingressar no partido e ocupar os espaços que forem abertos. Com esse movimento de reorganização, reafirma o compromisso de reconstruir o protagonismo tucano no Rio Grande do Sul e recolocar o PSDB no centro da disputa política estadual e nacional.