No G7, Lula afirma que nunca foi esquerdista

Durante participação na cúpula do G7, realizada na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que nunca se considerou um político de esquerda. A declaração teria sido feita em uma conversa informal com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão Friedrich Merz, segundo áudio registrado pela agência Associated Press.
No diálogo, o presidente comentou sobre o cenário político internacional e afirmou que, em sua avaliação, o mundo não se organiza mais sob divisões ideológicas rígidas. Em tom descontraído, Lula disse que “o mundo não é de esquerda” e defendeu a ideia de um equilíbrio político baseado no centro.
Ao ser questionado sobre a percepção de que teria chegado ao poder com uma agenda tipicamente esquerdista, o presidente negou a classificação e afirmou que nunca se identificou com esse rótulo. Segundo ele, sua trajetória sempre esteve mais ligada à construção de pontes políticas do que a posicionamentos ideológicos fixos.
Lula também relembrou sua atuação como dirigente sindical, destacando relações com entidades trabalhistas de diferentes países europeus ao longo de sua trajetória pública. Em outro momento da conversa, reforçou que sua visão política se aproxima de um “caminho do meio”, conceito que ele já havia utilizado em outras ocasiões.
A participação do Brasil no G7 ocorre como convidado especial. O encontro reúne as principais economias do mundo, como Alemanha, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão e Canadá, e tem como foco temas globais como economia, tecnologia e segurança internacional.
Nos bastidores do evento, o presidente brasileiro também participou de discussões sobre inteligência artificial, regulação de plataformas digitais e políticas de proteção a menores no ambiente online, além de abordar temas ligados à economia global e desigualdade entre países.