
A indefinição do Partido dos Trabalhadores para a disputa pelo Governo de Minas Gerais ganhou mais um capítulo. Depois das recusas do senador Rodrigo Pacheco, da ex-prefeita Marília Campos e da dificuldade em consolidar outras alternativas, o nome do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) passou a ser cogitado como possível candidato ao Palácio Tiradentes. No entanto, o parlamentar sinalizou que permanecerá na disputa pela reeleição à Câmara dos Deputados.
A possibilidade de Patrus assumir a candidatura surgiu diante da busca do PT por um nome capaz de liderar o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um dos principais colégios eleitorais do país. Integrantes da legenda avaliam que Minas Gerais terá papel estratégico na eleição presidencial e consideram essencial a definição de uma candidatura competitiva ao governo estadual.
Apesar da movimentação interna, a assessoria do deputado informou que Patrus já lançou sua pré-candidatura à reeleição e mantém uma agenda intensa de viagens pelo estado com foco na campanha para a Câmara. Segundo a equipe do parlamentar, ele não recebeu convite formal para disputar o Executivo mineiro.
A dificuldade para encontrar um candidato amplia um cenário de incertezas dentro do partido. Antes de Patrus, o senador Rodrigo Pacheco descartou entrar na disputa, enquanto Marília Campos reafirmou sua intenção de concorrer ao Senado. Também foram cogitados nomes como o empresário Josué Gomes, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, o ex-presidente da Câmara Municipal Gabriel Azevedo, além dos deputados federais Reginaldo Lopes e Rogério Correia.
Em nota, o diretório estadual do PT informou que continua dialogando com lideranças internas e partidos aliados para construir uma candidatura ao governo de Minas. A prioridade, segundo a legenda, é organizar um palanque forte para a campanha presidencial e ampliar a representação da sigla no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa.
Com o início do período das convenções partidárias se aproximando, a falta de definição aumenta a pressão sobre a direção petista, que ainda busca um nome capaz de liderar a disputa estadual.