Pesquisa aponta que rejeição a Janja supera a de lideranças do PT e da família Bolsonaro

Levantamento nacional revela alta imagem negativa de figuras centrais da política e amplia debate sobre desgaste público às vésperas das eleições.

Pesquisa aponta que rejeição a Janja supera a de lideranças do PT e da família Bolsonaro

Uma pesquisa nacional divulgada nesta semana revelou um cenário de forte desgaste na imagem de nomes relevantes da política brasileira. O levantamento, realizado pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, ouviu 4.986 pessoas em todo o país entre os dias 19 e 24 de fevereiro e apontou elevados índices de rejeição entre lideranças do Executivo e do Legislativo.

Entre os dados que mais chamaram atenção está o percentual de avaliação negativa atribuído à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Segundo o estudo, 57% dos entrevistados declararam ter imagem desfavorável da esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O índice supera o registrado por nomes historicamente polarizadores do cenário nacional.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 54% de avaliação negativa, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro registra 53%. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, soma 53% de imagem desfavorável, percentual próximo ao do deputado federal Nikolas Ferreira, que alcança 52%.

A pesquisa também mediu a percepção pública sobre os presidentes das Casas Legislativas. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), lidera o ranking de imagem negativa com 84%. Na sequência está o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com 78%.

O levantamento foi realizado a cerca de 30 semanas das eleições gerais e reflete um ambiente de forte insatisfação do eleitorado com figuras que ocupam posições estratégicas no poder. A avaliação negativa atinge tanto integrantes do governo federal quanto representantes do campo oposicionista.

Os números indicam um eleitorado mais crítico e atento à atuação pública de lideranças políticas em meio a um cenário nacional marcado por debates intensos sobre economia, governabilidade e rumos institucionais. A pesquisa integra uma série de monitoramentos sobre percepção de imagem pública realizados ao longo do ano.