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Política

PF afirma que Cláudio Castro tinha ‘vínculo próximo e alinhamento político’ com Daniel Vorcaro

Por Brasil no Centro Publicado em 27 de maio de 2026 às 17:23 2 min de leitura
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PF afirma que Cláudio Castro tinha ‘vínculo próximo e alinhamento político’ com Daniel Vorcaro

A Polícia Federal apontou que o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), manteve um “vínculo próximo e alinhamento político” com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para viabilizar a aplicação de recursos do Rioprevidência. A revelação faz parte da oitava fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, e resultou em mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (26), incluindo a residência de Castro na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Segundo a PF, Castro exerceu papel considerado “politicamente relevante” para a liberação de investimentos que somam cerca de R$ 3 bilhões entre Letras Financeiras e fundos de investimento administrados pelo Master. A investigação destaca a coincidência temporal entre encontros privados e institucionais do ex-governador com Vorcaro e a sequência de aportes financeiros realizados pelo fundo de previdência estadual. A corporação também aponta mudanças na diretoria do Rioprevidência pouco antes do início das operações como indício de influência política.

Além de Castro, foram alvos da operação Ricardo Siqueira Rodrigues, lobista, e ex-dirigentes do Rioprevidência, incluindo Deivis Marcon Antunes, Eucherio Lerner Rodrigues, Pedro Pinheiro Guerra Leal e Fernanda Pereira da Silva Machado. Ao todo, foram cumpridos dez mandados no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Em nota, a defesa de Cláudio Castro afirmou que não há relação indevida entre o ex-governador e Vorcaro. Os advogados destacaram que todos os investimentos do Rioprevidência foram resgatados integralmente, sem prejuízo aos cofres do estado, e que Castro não participava de decisões técnicas da autarquia. A nota reforça que o ex-governador determinou medidas de controle e apuração interna logo que surgiram questionamentos sobre as operações, garantindo transparência e proteção do patrimônio previdenciário.

O Rioprevidência, responsável pelos servidores ativos, aposentados e pensionistas do estado, aplicou R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Master e R$ 2,01 bilhões em fundos administrados por gestoras ligadas ao banco entre 2023 e 2024, valores já integralmente ressarcidos. A PF segue investigando se houve conduta irregular na condução das aplicações e na nomeação de diretores estratégicos do fundo.