PF faz operação contra deputado do PL do Maranhão

A Polícia Federal deflagrou uma nova fase de investigação sobre o uso de emendas parlamentares e cumpriu mandados de busca e apreensão que atingem o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA), no âmbito de apurações relacionadas a supostos desvios de recursos públicos.
As diligências fazem parte da Operação Afluente, que investiga a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em crimes como corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados em endereços localizados no Maranhão, em Goiás e no Distrito Federal.
Segundo informações da investigação, há indícios de uma estrutura integrada entre agentes públicos e privados que teria operado na destinação e execução de recursos oriundos de emendas parlamentares. A apuração também aponta a possível participação de empresas contratadas para execução de obras financiadas com verbas públicas.
A investigação alcança ainda o contexto de repasses feitos por meio da Codevasf, órgão federal responsável por projetos de desenvolvimento regional. Os investigadores trabalham com a hipótese de que parte dos recursos teria sido direcionada a empresas ligadas ao grupo investigado.
O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino (PSB-MA) no Supremo Tribunal Federal, que acompanha investigações envolvendo possíveis irregularidades no uso de emendas parlamentares.
O parlamentar já foi condenado anteriormente pelo próprio STF em outro processo relacionado ao desvio de recursos de emendas, decisão que envolveu também outros agentes políticos. Mesmo assim, a nova operação apura fatos que, segundo a PF, teriam ocorrido em período anterior àquela condenação.
A investigação atual também está vinculada a um inquérito que envolve a atuação da empreiteira Construservice em contratos de pavimentação financiados por emendas parlamentares no Maranhão. A PGR já havia apresentado denúncia em outro desdobramento do mesmo conjunto de investigações.
Os investigados podem responder por crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, caso as suspeitas sejam confirmadas ao longo do processo.
A defesa do deputado ainda não se manifestou sobre a nova fase da operação.