
A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto em março contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e recomendou sua demissão do cargo de escrivão da corporação por abandono de funções. O relatório foi encaminhado à Direção-Geral da PF e agora seguirá para análise do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que terá a palavra final sobre a permanência do ex-parlamentar nos quadros da instituição.
O documento aponta que Eduardo Bolsonaro não retornou ao trabalho após o fim da licença concedida pelo exercício do mandato parlamentar. Desde a perda do mandato em dezembro de 2025, ele permaneceu nos Estados Unidos, acumulando faltas consideradas injustificadas pelo corpo administrativo da PF. O caso se tornou alvo do PAD justamente por violar normas do regime disciplinar dos servidores públicos federais.
A recomendação de demissão não produz efeito imediato. O parecer da comissão responsável será avaliado pela Direção-Geral da PF e, posteriormente, enviado ao Ministério da Justiça, que decidirá pela manutenção ou desligamento do ex-deputado da corporação.
A defesa de Eduardo Bolsonaro alega que o processo possui motivação política e nega qualquer abandono deliberado do cargo. Os advogados informaram que recorrerão caso a demissão seja formalmente confirmada na esfera administrativa.