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Política

Podemos pede 3 dias para decidir se Renata Abreu será vice de Flávio Bolsonaro

Por Brasil no Centro Publicado em 3 de agosto de 2026 às 14:56 3 min de leitura
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Podemos pede 3 dias para decidir se Renata Abreu será vice de Flávio Bolsonaro

O Podemos terá até três dias para decidir se a presidente nacional da legenda, Renata Abreu (Podemos), aceitará o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) ou se o partido manterá a posição de neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.

A decisão ficará nas mãos da Executiva Nacional da sigla, que deve se reunir até quarta-feira (5), último dia do calendário oficial para a realização das convenções partidárias. Segundo Renata Abreu, a escolha será construída de forma coletiva entre os integrantes da direção do partido.

“Essa é uma decisão coletiva. Eu sou uma pessoa de missão. Se o grupo entende que é importante para o crescimento do partido, essa é uma decisão que vai ser tomada em grupo”, afirmou a dirigente.

O convite para que Renata componha a chapa presidencial foi feito na última sexta-feira (31) e passou a ser considerado uma das alternativas para a campanha de Flávio Bolsonaro na busca por ampliar alianças e fortalecer sua presença no horário eleitoral gratuito.

Apesar da possibilidade de a presidente do Podemos assumir a vaga de vice, integrantes da legenda avaliam que o cenário mais provável é a manutenção da neutralidade partidária. A avaliação interna considera o projeto eleitoral do partido voltado principalmente para a disputa proporcional e para a ampliação da bancada no Congresso Nacional.

A definição do Podemos ganhou relevância porque a campanha de Flávio Bolsonaro busca ampliar seu espaço político diante da decisão de partidos do centro e da direita de não formalizarem apoio imediato a uma candidatura presidencial. Siglas como MDB, União Brasil, Progressistas e Republicanos adotaram posições independentes ou ainda negociam seus movimentos para 2026.

A escolha de uma mulher para a vice-presidência é considerada estratégica pela campanha de Flávio, que busca ampliar sua presença junto ao eleitorado feminino. Além de Renata Abreu, outro nome avaliado é o da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos).

Renata Abreu é deputada federal e comanda o Podemos desde 2017, período em que participou da reorganização nacional da legenda. Ela está em seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados e é uma das principais lideranças da sigla.

Nos bastidores, dirigentes do Podemos avaliam que a neutralidade pode favorecer especialmente a ala paulista do partido, que reúne uma parcela significativa dos parlamentares da legenda. Parte dos integrantes defende manter espaço de diálogo com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sem necessariamente aderir a uma candidatura presidencial.

A discussão ocorre após o Progressistas rejeitar a possibilidade de a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ocupar a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A parlamentar era apontada como um dos nomes preferidos para a composição, mas a legenda decidiu não avançar com a aliança neste momento.

Durante a convenção nacional do Podemos realizada neste domingo, Tarcísio de Freitas participou do evento e declarou apoio ao candidato do partido ao Senado por São Paulo, o empresário Geraldo Rufino.