PSD pode perder deputados e prefeitos e Minas com saída de Pacheco

Filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD provoca tensão e risco de debandada em Minas

PSD pode perder deputados e prefeitos e Minas com saída de Pacheco
Pedro Gontijo/Presidência do Senado

A filiação do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, ao PSD, prevista para o fim de outubro, tem causado movimentações nos bastidores do partido no estado. Aliados do senador Rodrigo Pacheco, uma das principais lideranças do PSD em âmbito nacional, avaliam a possibilidade de deixar a sigla caso a chegada de Simões altere o espaço do grupo dentro da legenda.

Em entrevista ao portal Itatiaia, interlocutores ligados a Pacheco expressaram preocupação com o futuro no PSD. “O Rodrigo é a maior liderança do partido no país”, afirmou um deles, destacando a dificuldade de conviver com os dois nomes fortes juntos no mesmo partido. Aliados do senador devem se reunir em breve para discutir os rumos do grupo dentro da sigla após a entrada do vice-governador, que pretende concorrer ao governo mineiro em 2026.

A filiação de Simões foi anunciada pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e será oficializada em evento marcado para o fim do mês, em Belo Horizonte. Fontes ligadas a Pacheco apontam que o anúncio feito por Kassab pode estar ligado a interesses externos, como o projeto do ex-governador Tarcísio de levar Simões à disputa presidencial ou ao governo de São Paulo — cenário que, contudo, foi descartado pelo próprio Tarcísio, que afirmou estar focado na reeleição.

Além da possibilidade de saída de deputados federais como Igor Timo, líder da bancada mineira do PSD, Luiz Fernando Faria e Diego Andrade, a debandada pode atingir prefeitos. O PSD é atualmente a legenda com maior número de chefes do Executivo municipal em Minas Gerais.

Mesmo se Pacheco for indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que também está no radar do partido, o movimento de saída pode continuar, especialmente se houver divergências internas quanto ao comando estadual da sigla.

Partidos como MDB, União Brasil e PSB aparecem como possíveis destinos para o senador, que ainda não se manifestou oficialmente sobre seu futuro político.

A reportagem do nosso portal seguirá acompanhando o tema e aguarda posicionamento do vice-governador Mateus Simões sobre as repercussões da sua filiação.