PSDB trabalha para eleger 4 mulheres a ALESP

O PSDB de São Paulo trabalha para eleger até quatro mulheres para a Assembleia Legislativa nas eleições de outubro. A meta, se confirmada nas urnas, pode dar ao partido uma bancada 100% feminina na Alesp, movimento considerado inédito na história política paulista e raro no cenário nacional.
A estratégia ganhou força após a reconfiguração da bancada tucana na Assembleia. Com a saída de parlamentares para outras siglas, o PSDB ficou atualmente com duas cadeiras na Casa, ambas ocupadas por mulheres: Ana Carolina Serra (PSDB) e Damaris Dias Moura (PSDB), que devem disputar a reeleição.
Além das duas deputadas, o partido também aposta no potencial eleitoral de Vanessa Maia (PSDB), vereadora de Carapicuíba eleita em 2024 com 2.274 votos, e de Célia Leão (PSDB), liderança de Campinas com trajetória consolidada na política paulista e passagem por sete legislaturas na Alesp.
A movimentação faz parte do processo de reorganização do PSDB em São Paulo. Depois de reduzir sua presença parlamentar, o partido tenta reconstruir espaço com nomes competitivos, capilaridade municipal e uma agenda voltada à representatividade feminina, à gestão pública e ao diálogo com os municípios.
Presidente estadual do PSDB, Paulo Serra (PSDB) tem demonstrado entusiasmo com a possibilidade de uma bancada formada exclusivamente por mulheres. Segundo ele, a composição seria “algo diferente” e poderia ocorrer pela primeira vez, em um movimento que o partido vê como positivo para sua reconstrução eleitoral.
O cenário também reforça uma aposta histórica do PSDB em quadros com experiência administrativa e atuação parlamentar. No caso paulista, a sigla busca combinar mandatos já estabelecidos, como os de Ana Carolina Serra e Damaris Dias Moura, com nomes de base municipal e trajetória pública, como Vanessa Maia e Célia Leão.
A eleição para a Alesp será uma das principais frentes do PSDB em 2026. Em meio à polarização nacional, o partido tenta recuperar protagonismo a partir de uma estratégia estadual, com foco em organização partidária, presença regional e renovação de sua bancada.
Caso a meta se concretize, o PSDB paulista poderá chegar à próxima legislatura com uma marca política simbólica: uma bancada formada inteiramente por mulheres, em um estado decisivo para qualquer projeto nacional de centro democrático.