PT não chega a acordo com Kalil, Jarbas e Gabriel e deve ter candidato próprio ao governo de Minas

O Partido dos Trabalhadores deve seguir com candidatura própria ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, após não avançar nas negociações com possíveis aliados como Alexandre Kalil, Jarbas Soares Júnior e Gabriel Azevedo. A decisão foi reforçada nesta quarta-feira, 24, em Brasília, durante reunião entre a direção estadual da sigla e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O encontro reuniu a bancada mineira no Congresso e lideranças nacionais do partido para discutir o cenário político em Minas, considerado estratégico na disputa eleitoral. Segundo a presidente estadual do PT, deputada Leninha (PT), a orientação consolidada na reunião confirma uma resolução já aprovada internamente no fim de maio, que aponta para o lançamento de candidatura própria no estado.
A dirigente afirmou que a posição foi reafirmada após avaliação conjunta do cenário eleitoral e das alternativas de composição com outras legendas. Nos bastidores, o PT vinha mantendo conversas com nomes de diferentes partidos, incluindo o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (sem partido), o ex-presidente do TCE Jarbas Soares Júnior (PSB) e o deputado estadual Gabriel Azevedo (MDB), mas nenhuma das tratativas avançou para um acordo.
De acordo com Leninha (PT), o encontro no Palácio da Alvorada também serviu para alinhar a estratégia regional com a direção nacional do partido. Ela destacou que a construção da candidatura será conduzida nos próximos dias, em diálogo com outras forças políticas, mas dentro da perspectiva de manutenção de um projeto próprio para Minas Gerais.
O impasse em torno da sucessão estadual se intensificou após a decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSD) de não disputar o governo, o que levou o PT a reavaliar caminhos possíveis para 2026. Desde então, a sigla abriu conversas com diferentes setores, mas sem consolidar uma frente ampla.
Nos bastidores do partido, ainda há discussão sobre possíveis nomes internos. Entre as alternativas citadas estão a ex-reitora da UFMG Sandra Goulart e a deputada estadual Beatriz Cerqueira, além da tentativa de convencimento da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), que já declarou preferência por disputar o Senado.
Segundo a direção petista, Lula reforçou na reunião a importância estratégica de Minas Gerais no cenário nacional, destacando o peso político do estado nas eleições presidenciais e estaduais. A expectativa interna é de que o nome que representará o partido seja definido nas próximas semanas, após novas rodadas de articulação.
Com o impasse nas negociações externas e a dificuldade de consolidar uma frente de apoio mais ampla, o PT mineiro se encaminha para uma disputa com candidatura própria, apostando na força da estrutura partidária e no histórico eleitoral da sigla no estado.