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Republicanos, União, Progressistas e Podemos negam apoio e isolam Flávio Bolsonaro

Por Brasil no Centro Publicado em 4 de agosto de 2026 às 12:45 3 min de leitura
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Republicanos, União, Progressistas e Podemos negam apoio e isolam Flávio Bolsonaro

A tentativa de ampliar a aliança para a disputa presidencial de 2026 enfrenta resistência entre partidos que integram o centro e a direita. As principais siglas procuradas pelo PL, como Republicanos, União Brasil, Progressistas e Podemos, ainda não confirmaram apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) e mantêm posições de cautela sobre uma adesão ao projeto eleitoral.

Nesta segunda-feira (3), Flávio Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniram em Brasília com o presidente do Republicanos, Marcos Pereira (Republicanos), para discutir a possibilidade de apoio da legenda e a indicação de um nome para ocupar a vaga de vice na chapa presidencial.

Durante a conversa, o comando do PL voltou a oferecer ao Republicanos a composição da vice-presidência como parte das negociações para conquistar o apoio do partido, que tem entre seus principais nomes o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Apesar da oferta, Marcos Pereira apresentou um cenário de resistência interna. Segundo o dirigente, um levantamento realizado entre os diretórios estaduais apontou que a maioria das estruturas regionais prefere manter uma posição de neutralidade na disputa presidencial, permitindo que cada estado tenha liberdade para construir suas alianças locais.

O presidente do Republicanos afirmou que seguirá ouvindo os diretórios estaduais antes de tomar uma decisão definitiva, com uma definição prevista para a convenção nacional da legenda.

Um dos nomes avaliados pelo PL para a vice é Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-integrante da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro. A indicação, porém, enfrenta dificuldades dentro do próprio partido.

O cenário também é de incerteza em outras legendas. O Progressistas, partido presidido pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), rejeitou recentemente uma aproximação mais direta com a candidatura de Flávio Bolsonaro e não autorizou a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para a vice-presidência.

Tereza chegou a conversar com Flávio e demonstrou disposição para integrar a chapa, mas condicionou a decisão ao aval do partido, que optou por manter distância da disputa presidencial neste momento.

O Podemos também mantém resistência a uma aliança com o PL. A presidente nacional da sigla, Renata Abreu (Podemos), recebeu sugestões para compor a chapa presidencial, mas a tendência interna permanece pela neutralidade, especialmente diante da posição adotada por diretórios estaduais.

Com o prazo para definição do candidato a vice se aproximando, o PL busca alternativas para fortalecer a composição eleitoral e ampliar o tempo de propaganda no rádio e na televisão. Caso não consiga avançar nas negociações com partidos aliados, a legenda avalia nomes internos para ocupar a vaga.

As articulações nacionais também envolveram a disputa pelo governo de Minas Gerais. Após a saída de Cleitinho Azevedo (Republicanos) do cenário estadual, os Republicanos passaram a discutir apoio ao ex-secretário Marcelo Aro (PP), enquanto o PL ainda avalia diferentes possibilidades para a disputa mineira.

Entre os nomes considerados estão Flávio Roscoe (PL), Vittorio Medioli (PL) e Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que anteriormente era cotado para ocupar a vice na chapa de Cleitinho.

Com diferentes partidos aguardando definições internas, a formação da aliança em torno de Flávio Bolsonaro continua sendo um dos principais desafios da pré-campanha presidencial.