
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), enfrenta uma crise com as forças de segurança e passou a ser alvo de críticas de deputados ligados à bancada da bala na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Eleito com forte apoio do setor, Tarcísio criou expectativa de avanços salariais, melhoria de benefícios e valorização das carreiras policiais, mas, segundo representantes da categoria, parte dos compromissos ainda não se concretizou.
A insatisfação se reflete tanto entre associações e sindicatos quanto entre parlamentares da própria base governista. Deputados estaduais têm relatado pressão de policiais por reajustes salariais, pagamento de bônus e execução de programas voltados à habitação da categoria. Lideranças também cobram a apresentação de uma nova lei orgânica da Polícia Civil e avanços em planos de carreira.
Entidades representativas das polícias Civil, Militar e Penal anunciaram a realização de um novo protesto no dia 26 de fevereiro, na Avenida Paulista, em frente ao Masp. O ato deve reunir dezenas de associações e reforçar a cobrança por medidas prometidas durante a campanha e no início do mandato.
Em meio ao ano eleitoral, o desgaste com as corporações de segurança amplia a pressão política sobre o governo paulista e expõe divergências internas na base aliada, que vinha sendo um dos pilares do apoio a Tarcísio desde a eleição.