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Política

Trump elogia Lula em encontro com Flávio Bolsonaro

Por Brasil no Centro Publicado em 28 de maio de 2026 às 13:14 2 min de leitura
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Trump elogia Lula em encontro com Flávio Bolsonaro

Durante visita à Casa Branca nesta terça-feira (26), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em encontro que chamou atenção tanto pelo simbolismo político quanto pelo conteúdo tratado. Segundo relato do empresário bolsonarista Paulo Figueiredo, presente à reunião, Trump elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacando seu “dinamismo”, embora tenha feito comentários adicionais que Figueiredo preferiu manter em sigilo.

O elogio reforça a percepção de que, apesar das tensões políticas no Brasil, o cenário internacional observa e reconhece a importância de interlocutores brasileiros nos Estados Unidos. “O presidente Trump comentou, sim, sobre o encontro com Lula, elogiou o dinamismo dele, mas também fez outros comentários que prefiro manter reservados”, afirmou Figueiredo à Folha.

Após a reunião, Flávio Bolsonaro recebeu de Trump uma “challenge coin”, moeda militar tradicional nos EUA, e tentou entregar camisas personalizadas da família Bolsonaro, que não puderam ser apresentadas devido à inspeção de segurança. A reunião durou cerca de uma hora e 40 minutos, segundo Figueiredo, mas o senador não precisou detalhes do tempo exato em entrevistas.

O encontro teve como um dos temas principais a solicitação de Flávio para que facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, sejam classificadas como organizações terroristas pelo governo americano. Um dia após o encontro, o senador se reuniu com representantes do Departamento de Estado, incluindo Christopher Landau, vice-secretário de Estado dos EUA, e Darren Beattie, conselheiro para assuntos brasileiros. A pauta incluiu cooperação bilateral e medidas de segurança nacional, além de alinhamentos políticos diante da corrida presidencial brasileira.

O episódio evidencia a tentativa da direita brasileira de projetar sua liderança no cenário internacional, ao mesmo tempo em que Trump mantém atenção sobre líderes brasileiros de peso, independentemente da filiação partidária. A movimentação reforça o interesse da diplomacia americana em dialogar com diferentes atores políticos do país, observando impactos potenciais na estabilidade regional e na segurança pública.