Política com conteúdo. Centro com clareza.
sexta-feira, 14 de agosto
Assinar
Agora
Rebeca Romero: “O campo que produz riqueza também precisa cuidar do agricultor”Partidos criam filtros contra candidatos ligados a facções após pressão do Ministério Público EleitoralFabiano Lana: “Fazer campanha para convertidos não fará de ninguém um vencedor”Juliana Brizola e Luciano Zucco empatam pelo governo do Rio Grande do Sul, diz pesquisa QuaestGracinha lidera, Vanderlan, Calil e Gayer empatam pela segunda vaga ao senado em Goiás, diz pesquisa
Política

Valdemar quer rifar família Bolsonaro e aposta em Tarcísio como candidato do PL em 2026

Por Brasil no Centro Publicado em 25 de agosto de 2025 às 14:57 2 min de leitura
Compartilhar
Valdemar quer rifar família Bolsonaro e aposta em Tarcísio como candidato do PL em 2026

Presidente do partido sinaliza que governador de São Paulo pode ser o nome da direita para a disputa presidencial, deixando Michele, Eduardo e Flávio fora do jogo.

A disputa pela herança política de Jair Bolsonaro pode ter chegado a um ponto de ruptura dentro do próprio PL. Em declaração nesta segunda-feira (25), o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, afirmou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se filiará ao partido caso decida disputar a Presidência da República em 2026.

A fala tem peso simbólico e político: ao abrir caminho para que Tarcísio tenha o 22 na urna, Valdemar praticamente fecha as portas para que Michele, Eduardo ou Flávio Bolsonaro sejam os candidatos do partido ao Planalto.

O fim do “projeto Bolsonaro” no PL?

O movimento é interpretado nos bastidores como uma tentativa de consolidar Tarcísio como o novo líder do campo bolsonarista, rifando a família Bolsonaro da disputa presidencial. Para Valdemar, colocar Tarcísio como cabeça de chapa é a única forma de manter o PL no centro do jogo, com um candidato competitivo capaz de atrair a direita tradicional, o bolsonarismo órfão e até parte do eleitorado moderado.

A mensagem é clara: a aposta do PL é em Tarcísio como sucessor, não em mais um integrante da família Bolsonaro. Ao mesmo tempo, o gesto evidencia o desgaste da relação entre Valdemar e o clã, que segue dividido entre manter viva a influência do ex-presidente e lidar com seus processos judiciais.

A nova equação da direita

Com essa sinalização, Valdemar tenta antecipar o debate de 2026 e impedir que a direita chegue fragmentada. Mas o recado não deixa dúvidas: quem quiser a presidência pelo PL terá que se submeter ao projeto de Tarcísio.

Se confirmado, o movimento pode enterrar de vez as chances de Michele Bolsonaro aparecer como “plano B” e enfraquecer a tentativa de Eduardo ou Flávio assumirem o papel de herdeiros políticos diretos do pai.

No xadrez da sucessão presidencial, Valdemar parece ter escolhido seu candidato — e, com isso, colocado a família Bolsonaro contra a parede.