Política com conteúdo. Centro com clareza.
segunda-feira, 24 de agosto
Assinar
Agora
Rebeca Romero: “O campo que produz riqueza também precisa cuidar do agricultor”Partidos criam filtros contra candidatos ligados a facções após pressão do Ministério Público EleitoralFabiano Lana: “Fazer campanha para convertidos não fará de ninguém um vencedor”Juliana Brizola e Luciano Zucco empatam pelo governo do Rio Grande do Sul, diz pesquisa QuaestGracinha lidera, Vanderlan, Calil e Gayer empatam pela segunda vaga ao senado em Goiás, diz pesquisa
Política

Vereadora Talita Galhardo reapresenta proposta contra shows com apologia ao crime no Rio

Por Brasil no Centro Publicado em 19 de março de 2026 às 11:44 3 min de leitura
Compartilhar
Vereadora Talita Galhardo reapresenta proposta contra shows com apologia ao crime no Rio

A vereadora Talita Galhardo voltou a colocar em pauta na Câmara Municipal do Rio um tema que já havia provocado forte debate no Legislativo carioca. Depois do arquivamento da proposta anterior, a parlamentar reapresentou projetos para restringir a contratação, o apoio e a divulgação, por parte da prefeitura, de shows e eventos que façam apologia ao crime organizado, especialmente quando houver presença de público infantojuvenil.

A nova ofensiva legislativa retoma uma discussão que ganhou repercussão nos últimos meses no Rio de Janeiro e tenta redesenhar a proposta para aumentar suas chances de avanço. Os novos textos foram protocolados com foco no uso de recursos públicos e na responsabilização contratual de artistas e produtores que descumprirem as regras previstas.

Talita Galhardo (sem partido), autora das propostas, busca agora um caminho mais direto para impedir que a administração municipal mantenha vínculos com apresentações que, segundo a justificativa dos projetos, promovam conteúdos incompatíveis com o interesse público. Um dos textos concentra a proibição na contratação, patrocínio, apoio institucional e divulgação de artistas ou eventos que façam apologia ao crime organizado durante as apresentações. A redação também prevê cláusula obrigatória nos contratos, possibilidade de rescisão e aplicação de multa em caso de violação.

A segunda proposta amplia o escopo e inclui eventos voltados ao público infantojuvenil, acrescentando ainda referência a conteúdos de apologia ao uso de drogas. Nesse novo formato, a vereadora tenta reforçar o argumento da proteção de crianças e adolescentes, tema que costuma mobilizar maior atenção no debate público e jurídico.

A reapresentação ocorre após a proposta anterior não alcançar os votos necessários no plenário no fim do ano passado. Embora o projeto tenha recebido maioria entre os parlamentares que votaram, a matéria acabou arquivada por não atingir o quórum mínimo exigido para aprovação. Desde então, o assunto permaneceu circulando no ambiente político e nas redes sociais, impulsionado por manifestações da própria vereadora e pela repercussão do tema entre apoiadores e críticos.

Nos bastidores da Câmara, a avaliação é que a estratégia agora tenta combinar uma formulação mais objetiva, centrada na gestão de contratos públicos, com um discurso político de maior apelo popular. A iniciativa mira diretamente o debate sobre limites para o uso de dinheiro público em manifestações artísticas e culturais que possam ser interpretadas como exaltação ao crime.

O novo texto também busca reduzir brechas que, na versão anterior, eram vistas por adversários como pontos vulneráveis a questionamentos judiciais. Com isso, a vereadora tenta transformar uma pauta de forte apelo nas redes em proposta com maior sustentação legislativa e administrativa.

O tema deve voltar a mobilizar discussões intensas na Câmara do Rio nas próximas semanas. A expectativa é de que a tramitação reacenda embates sobre liberdade de expressão, responsabilidade do poder público e critérios para contratação de atrações em eventos oficiais ou apoiados pela prefeitura.