Vetado no União-Progressistas, Sergio Moro busca novos caminhos e pode se filiar ao Missão ou ao PRTB para disputar o governo do Paraná

Cenário político do DF se rearranja e abre caminho para novas alianças e disputas em 2026

Vetado no União-Progressistas, Sergio Moro busca novos caminhos e pode se filiar ao Missão ou ao PRTB para disputar o governo do Paraná

O tabuleiro político do Paraná ganhou novos contornos após o veto da federação União Brasil–Progressistas à candidatura de Sergio Moro ao governo do estado. Sem espaço na aliança que ajudou a construir, o senador agora avalia alternativas para manter vivo seu projeto eleitoral em 2026.

Entre as possibilidades está sua filiação ao recém-criado partido Missão, ligado ao MBL, que demonstrou interesse em abrigar Moro. A sigla já lançou Luiz Felipe França como pré-candidato ao governo, mas dirigentes admitem reservadamente que abririam mão da cabeça de chapa caso Moro aceitasse disputar pela legenda. O partido ainda considera lançar Cristina Graeml ao Senado, nome também próximo ao senador.

Outro caminho seria o PRTB, que busca reposicionar-se no cenário nacional e vê em Moro a chance de atrair protagonismo no Paraná.

Apesar do assédio, Moro enfrenta um entrave central: tanto o Missão quanto o PRTB têm estrutura mínima, sem acesso significativo ao fundo partidário ou ao tempo de TV, elementos essenciais para uma disputa majoritária robusta.

No campo político, o isolamento de Moro cresceu. O PP barrou oficialmente sua participação na federação, movimento liderado pelo deputado Ricardo Barros, crítico histórico da Operação Lava Jato. Podemos, Republicanos e Novo também estão distantes do senador, enquanto Ratinho Jr. trabalha para consolidar alianças que não incluam o ex-juiz.

Mesmo pressionado e com poucas alternativas, Moro insiste que mantém sua pré-candidatura pelo União Brasil, alegando ter autorização do presidente nacional do partido, Antonio Rueda. Mas, diante do veto formal do Progressistas, a federação dificilmente aceitará seu nome.

Com o cenário se fechando e o tempo correndo, a pergunta que domina os bastidores é se Sergio Moro conseguirá encontrar um partido capaz de sustentá-lo numa disputa para o governo do Paraná — ou se terá de recalcular toda a sua estratégia política para 2026.