Política com conteúdo. Centro com clareza.
sexta-feira, 14 de agosto
Assinar
Agora
Rebeca Romero: “O campo que produz riqueza também precisa cuidar do agricultor”Partidos criam filtros contra candidatos ligados a facções após pressão do Ministério Público EleitoralFabiano Lana: “Fazer campanha para convertidos não fará de ninguém um vencedor”Juliana Brizola e Luciano Zucco empatam pelo governo do Rio Grande do Sul, diz pesquisa QuaestGracinha lidera, Vanderlan, Calil e Gayer empatam pela segunda vaga ao senado em Goiás, diz pesquisa
Política

Zema propõe privatização do Banco do Brasil e da Petrobrás

Por Brasil no Centro Publicado em 20 de julho de 2026 às 14:19 3 min de leitura
Compartilhar
Zema propõe privatização do Banco do Brasil e da Petrobrás

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), reafirmou neste sábado, 18, seu compromisso com a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil em caso de vitória eleitoral. Durante discurso no Encontro Nacional do partido, realizado em São Paulo, o mineiro também propôs a classificação das facções criminosas como organizações terroristas e defendeu o emprego das Forças Armadas no combate ao crime organizado.

Zema explicou que a venda das estatais faz parte de sua estratégia para alavancar o crescimento econômico e investir em infraestrutura. “Vamos começar privatizando a Petrobras e o Banco do Brasil. E não será para pagar as contas de Brasília, mas para construir o futuro do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, ferrovias, hidrovias e portos pelo País inteiro”, afirmou o pré-candidato.

No mesmo evento, Zema detalhou que a retomada de territórios dominados por facções será prioridade de seu governo. O ex-governador sugeriu a criação de penas mínimas de 25 anos para crimes cometidos por membros de organizações criminosas, alinhando a proposta ao modelo adotado em países como os Estados Unidos. “Vamos retomar cada bairro, cada comunidade e cada pedaço do Brasil que foi entregue às facções. É no domínio territorial que o crime tira todo o seu poderio financeiro, militar e político”, disse.

Além disso, Zema defendeu corte de gastos públicos, redução da dívida e diminuição dos juros. Segundo ele, o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta sua riqueza de forma defasada. “Nenhuma nação chegou ao Primeiro Mundo sem caminhos à altura do próprio tamanho”, afirmou.

O pré-candidato também direcionou críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, afirmando que o país “não aguenta mais quatro anos” de suas decisões e defendeu a construção de uma maioria no Senado para viabilizar o impeachment de Moraes. Zema ressaltou ainda que, diferentemente de outros concorrentes da direita, sua candidatura se distingue por não ter vínculos que comprometam sua independência.

Durante o encontro, o mineiro declarou apoio à pré-candidatura do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) ao Senado, elogiando sua experiência administrativa e currículo. Zema criticou ainda possíveis adversárias de Salles na disputa pelo Senado, afirmando que São Paulo tem se tornado uma “terra de oportunistas” que buscam se eleger fora de seus estados de origem.

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, informou que o partido negocia com o Podemos a composição da chapa presidencial de Zema, mas ainda não há definição sobre o candidato a vice. “Temos conversado com alguns partidos, em especial o Podemos. Há possibilidade de fazermos uma composição, mas ainda não há decisão”, disse. Zema reforçou que o vice ou a vice escolhida precisará ter ficha limpa, como critério para manter a credibilidade do partido e evitar conflitos de interesses.