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68% dos brasileiros querem impeachment no STF, diz pesquisa

Por Brasil no Centro Publicado em 16 de setembro de 2026 às 15:25 3 min de leitura
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68% dos brasileiros querem impeachment no STF, diz pesquisa

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um novo componente no debate público. Pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta terça-feira (15) aponta que 68% dos entrevistados são totalmente favoráveis à abertura de processos de impeachment contra ministros envolvidos na crise da Corte. Outros 9% afirmam ser mais favoráveis do que contrários à medida.

No sentido contrário, 4% dizem ser mais contrários do que favoráveis ao impeachment, enquanto 15% se posicionam totalmente contra. Outros 3% afirmaram não conhecer o assunto o suficiente para opinar e 1% não soube ou não respondeu.

Os números foram divulgados em meio à crescente exposição das divergências entre integrantes do Supremo e aos desdobramentos do caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A pesquisa também procurou medir como os brasileiros percebem a atuação dos ministros e a própria crise institucional da Corte.

Moraes é apontado como principal responsável

Entre os entrevistados que avaliaram a crise do STF, o ministro Alexandre de Moraes aparece como o nome mais associado à responsabilidade pelos atuais conflitos. Segundo o levantamento, 46% atribuíram a ele a responsabilidade principal, enquanto 16% apontaram André Mendonça.

Dias Toffoli aparece com 6%, seguido por Flávio Dino, com 4%, e Edson Fachin, com 3%. Outros ministros somaram 2%.

O levantamento mostra ainda que 10% dos entrevistados disseram não conhecer suficientemente o assunto para apontar um responsável. Outros 5% afirmaram não considerar que exista uma crise na Corte, enquanto 5% disseram que nenhum dos ministros citados é responsável.

Percepção sobre decisões de Moraes e Mendonça

A pesquisa também perguntou aos eleitores quais critérios eles acreditam que orientam as decisões de Alexandre de Moraes. Para 45%, o ministro utiliza critérios políticos. Outros 24% avaliam que ele combina critérios políticos e técnicos, enquanto 16% consideram que suas decisões são baseadas em critérios técnicos e jurídicos.

Em relação a André Mendonça, 33% dos entrevistados afirmaram que ele utiliza critérios técnicos e jurídicos. Outros 28% disseram perceber critérios políticos, enquanto 17% avaliam que há uma combinação entre os dois tipos de critérios.

Os resultados refletem a percepção dos entrevistados e não constituem uma avaliação jurídica sobre a atuação dos ministros.

Desconfiança também aparece na avaliação do STF

O mesmo levantamento identificou um nível expressivo de desconfiança em relação ao Supremo. Segundo a pesquisa, 45% dos brasileiros afirmam não confiar no trabalho da Corte. Outros 32% dizem confiar pouco, enquanto 10% afirmam confiar muito.

A pesquisa também perguntou sobre a criação de mandatos para ministros do STF. Nesse caso, 58% declararam ser totalmente favoráveis à adoção de mandatos, enquanto 8% disseram ser mais favoráveis do que contrários.

Os dados colocam em evidência o grau de insatisfação captado pelo levantamento em relação à instituição e alimentam uma discussão que ultrapassa as disputas entre ministros: o debate sobre os limites, controles e mecanismos de responsabilização dos integrantes das cortes superiores.

Pesquisa foi realizada antes dos últimos acontecimentos

A Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, por telefone. A margem de erro informada pela pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Agência Estado e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03482/2026.

Os dados, portanto, retratam a percepção dos entrevistados naquele período e devem ser considerados dentro do contexto em que as entrevistas foram realizadas.