Aécio lidera com 27% e Marília tem 26% para o senado em Minas, diz pesquisa

Levantamento do Instituto Doxa mostra corrida acirrada entre Aécio Neves e Marília Campos, enquanto Carlos Viana aparece competitivo na disputa pelas vagas mineiras ao Senado

Aécio lidera com 27% e Marília tem 26% para o senado em Minas, diz pesquisa

A corrida pelo Senado em Minas Gerais ganhou novos contornos com a divulgação da pesquisa do Instituto Doxa, que aponta um cenário de forte equilíbrio entre os principais nomes colocados para a disputa de 2026. O ex-governador Aécio Neves (PSDB) aparece numericamente à frente com 27% das intenções de voto, seguido de perto pela prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que registra 26%.

O levantamento, realizado a partir de 1.500 entrevistas domiciliares distribuídas proporcionalmente pelas oito mesorregiões mineiras, revela um ambiente de elevada competitividade em um dos maiores colégios eleitorais do país. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na terceira colocação surge o senador Carlos Viana (PSD), com 22%, mantendo presença relevante na disputa e consolidando um cenário ainda aberto para as duas vagas ao Senado que estarão em jogo no estado.

O deputado federal Domingos Sávio (PL) aparece com 10%, enquanto Áurea Carolina (PSOL) soma 8%. Marcelo Aro (PP) registra 7% das intenções de voto.

O dado que mais chama atenção no levantamento é o elevado índice de indefinição do eleitorado mineiro. Segundo a pesquisa, 39% afirmaram não saber em quem votar, disseram que escolheriam nenhum dos candidatos apresentados ou preferiram não responder.

O desempenho de Aécio reforça a capacidade de sobrevivência política do PSDB em Minas Gerais, estado historicamente ligado à trajetória tucana desde os tempos de Tancredo Neves e Fernando Henrique Cardoso. Em meio à fragmentação partidária nacional e ao desgaste dos polos mais radicalizados da política brasileira, o cenário mineiro sinaliza espaço para nomes associados à experiência administrativa e ao campo do centro democrático.

Já o PT aposta na força regional de Marília Campos e no alinhamento ao presidente Lula para tentar ampliar presença em Minas, estado considerado estratégico em todas as eleições presidenciais desde a redemocratização.

A tendência é de que a disputa pelo Senado em Minas Gerais se intensifique nos próximos meses, especialmente diante das articulações nacionais que envolvem palanques presidenciais, alianças estaduais e a reorganização das forças de centro, direita e esquerda no país.